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HIGHLIGHT SNO 2016 (Português)

17 de novembro de 2016
Realizado do dia 17 a 20 de novembro, em Scottsdale no Arizona, o 21o Congresso da Society for Neuro Oncology (SNO). Com mais de dois mil inscritos de 42 países e 1024 abstracts enviados para o evento, este tornou-se o maior já realizado com foco em neuro oncologia. E as grandes vedetes da programação científica foram a novaclassificação da WHO para tumores do Sistema nervosa central e possível aplicação das diversas faces da imunoterapia no tratamento dos gliomas. Portanto, vamos aos principais trabalhos apresentados: 1) Prospective, multicentered phase III trial of tumor treating fields together with temozolamide (TMZ) compared to Temozolamide alone in patients with newly diagnosed glioblastoma. Atualização do estudo com dados preliminares publicados no JAMA em 2015, agora com dados de todos os 695 pacientes e com follow up médio de 36 meses. Pacientes com glioblastoma recém diagnosticado eram randomizados, após término da radioterapia concomitante a temozolomida, a fazer uso do NovoTTF (tumor treating fields) associado a temozolomida ou temozolomida isolada. Os dados de sobrevida global mostram um ganho de 5 meses (21 vs. 16) em favor do TTF e de sobrevida livre de progressão de 2.7 meses (6.7 vs 4), transformando assim esse esquema como o novo padrão de tratamento de GBM. Mais impressionante é o dado de 42,5% dos pacientes vivos em 2 anos, contra 30% no grupo de temozolomida isolado. Os principais efeitos colaterais foram relacionados ao uso do dispositivo, como dermatite em couro cabeludo. Vale lembrar que foram randomizados apenas pacientes com glioblastomas supratentorias. Infelizmente, trata-se de tratamento ainda muito caro e indisponível no Brasil. O estudo já está disponível em publicação: http://neurooncology.oxfordjournals.org/content/18/suppl_6/i1.abstract?sid=d6daa71e6132-4594-956c-1f3de9e46ed0 2) ACT IV: An international, double-blind, phase 3 trial of rindopepimut in newly diagnosed, EGFRvIII-expressing glioblastoma Dados atualizados do estudo com rindopepimut em primeira linha para pacientes com expressão do EGFR variante III, após interrupção em março de 2016 por futilidade em análise de interim. Neste estudo, pacientes que iniciavam temozolomida adjuvante pós radioquimioterapia recebiam injeções de rindopepimut (peptídeo conjugado com capacidade de gerar resposta imune ao antígeno EGFRvIII) associado a GCSF (fator estimulador do crescimento de colônias) ou apenas uma vacina controle. Não houve ganho de sobrevida, com SG de 20.1 meses com rindopepimut contra 20 meses do controle. Não houve subgrupo com benefício do uso do peptídeo, a não ser os pacientes com doença bulky pós operatória, mas que os próprios autores imaginam ser por erro de análise estatística e não dado real, já que não se correlaciona com dados de biomarcadores imunes coletados. O mais chamativo neste estudo é a sobrevida do grupo controle de 20 meses, algo que não é comum no tratamento padrão do glioblastoma multiforme. A conclusão é que não há papel para o uso do rindopepimut em primeira linha, mas frente aos dados do fase II deste conjugado associado a bevacizumabe em pacientes com recidiva ou progressão de doença, deve-se aprofundar os estudos neste cenário. 3) Results of the phase Ib KEYNOTE-028 multi cohort trial of pembrolizumab monotherapy in patients with recurrent PD-L1-positive glioblastoma multiforme